domingo, 21 de janeiro de 2018

2017/2018


Finalmente com mais calma e tempo para pensar sobre o que foi 2017 e sobre o que espero para 2018, não querendo de qualquer forma me debater muito sobre o que espero para 2018, evitando assim maiores desilusões e mesmo não querendo fazer uma análise muito aprofundada sobre 2017 não dando grandes margens para divagar e deprimir.
Quanto a 2017 sem sombra de dúvida foi um ano bomba para mim, teve muita coisa boa, outras nem tanto, aproximou-me de pessoas que hoje me são muito queridas, apresentou-me muito boa gente desta paixão de correr, fez-me reflectir sobre amizades antigas o que são e o que devem ser, apresentou-me sítios novos, trouxe-me também desafios novos, a nível profissional e pessoal... e levou-me a emigrar, que foi uma das minhas maiores e mais difíceis decisões de sempre.
Sobre o quis e escrevi o ano passado a análise é mediana, 4 em 8, 50%, pelo que não estive nem bem nem mal. Mas os que ficaram por completar sei que foi falta de força de vontade minha, pelo que tenho que melhorar nesse campo.

Objectivos 2017:

  • Correr pelo menos 3 Meia Maratonas;
OK
  • Uma das Meia Maratonas tem de ser a da DisneyLand Paris (a ver se não falho as inscrições este ano);
OK
  • Perder 8kgs (os gajos são persistentes acho que me amam de morte, meus maiores fãs);
NOK NOK NOK
  • Melhorar a minha condição física em geral, sendo que a minha força de braços é nula e será um ponto prioritário;
NOK
  • Dando continuação ao ponto anterior, conseguir fazer 10 flexões de braços seguidas será um grande feito para a minha pessoa;
NOK
  • Completar 12 semanas do Treino BBG.
NOK
  • Arranjar trabalho em França e mudar-me para lá;
OK
  • Orientar as 'coisas (conhecidas por contas) a pagar', o último mês muita coisa correu mal e levou-me mais do que tinha e neste momento a prioridade é limar estas arestas e estar numa situação confortável outra vez.
OK


Quanto Às Corridas

Foi o ano que mais corri, que fiz mais provas, das quais uns quantos trails, o ano em que dei mais às perninhas e melhorei uns quantos tempos.
Não fui sub60 aos 10km por 14 segundos (1 segundo no tempo oficial) o que é super frustrante, mas que espero um dia ultrapassar.

Provas efectuadas:
  1. SEMI DE PARIS 05-03-2017 21KM
  2. MEIA DE LISBOA 19-03-2017 21KM
  3. MONSARAZ NATUR TRAIL 26-03-2017 10KM
  4. CORRIDA SEMPRE MULHER 02-04-2017 5KM
  5. CORUCHE CORK TRAIL 09-04-2017 13KM
  6. MONTEJUNTO TRAIL 23-04-2017 9KM
  7. TRILHO DAS LAMPAS 13-05-2017 20KM
  8. 10KM L'EQUIPE 11-06-2017 10KM
  9. 10KM DISNEYLAND 23-09-2017 10KM
  10. SEMI MARATHON DISNEYLAND 24-09-2017 21KM
  11. 20 KM PARIS 08-10-2017 20KM
  12. 10KM PARIS CENTRE 15-10-2017 10KM
2018

Desta vez não vou sonhar tanto, limito-me a dizer que quero saúde, boas pernas para correr e que seja possível fazer um pouco mais do que em 2017, que seja mais 1 km, menos 1 minuto, mais 1 prova, mais 1 meia maratona... melhorar.
Pessoal e profissional, uns tantos 'sonhos' que vou desta vez deixar simplesmente fluir, logo se verá.


M.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

10 KM PARIS CENTRE - 10KM - 15.10.2017



Nem sei bem porque fiz birra por me inscrever a esta prova, para ser honesta e fútil, acho que foi pelas tshirts. O ano passado fiz a prova, correu-me mal, culpa minha com a falta de treino, o percurso foi fraquito, mas as camisolas eram da noite e porreiras, inclusive na entrega dos dorsais se tiverem paciência eles fazem estampagens, a minha do ano passado tem uma torre Eifel e o meu nome. 

Entretanto o meu miúdo também foi passar o fim de semana fora com os amigos, pelo que não tinha grandes planos para o fim de semana.

O tempo não estava mau mas não estava quente, como desta vez não tinha boleia tive que me fazer à vida e arrancar em transportes públicos à confiançuda, entenda-se, de tshirt e calções. Como não conhecia ninguém passei grande parte da espera a tirar fotos, a observar pessoas e estava um bocado adormecida, no fim de semana anterior tinha feito os 20km de Paris por isso estava mais ali por brincadeira, mas na altura que me inscrevi estava com a fezada de que ia finalmente fazer um sub60 e como tal inscrevi-me com esse tempo.

No bloco dos sub60 não estava nem no fim nem à frente, à medida que íamos avançado até à zona da partida ia ganhando uns quantos metros, conseguia visualizar os pacer/bandeirinhas, eram uns 3 se não me engano, distribuídos ao longo do início do bloco dos sub60.

Partímos!

Eu devia estar uns 50 metros atrás de uma bandeirinha, e lá me ia encaminhando sempre com ela na minha mira, de tal forma que quando me dei conta estava mesmo trás dela, pensei para mim que ela devia estar bem porque estava a correr muito devagar e decidi olhar para o meu relógio. Damn! Eu estava a correr abaixo de 6m/km, afinal era eu. Pensei em abrandar com medo de quebrar, depois pensei em aguentar-se atrás dela e se rebentasse, olha... não perdia nada.

Fui-me aguentando bem, desta vez sempre no controlo do relógio 5:47, 5:50, 5:49 etc... quando dei conta tinha ultrapassado a minha bandeirinha e estava quase a aproximar-me do outro bandeirinha dos sub60, já com um bocadinho de mais pedalada, mas ali perto do quilómetro 7 comecei a sentir as pernas a darem-me o toque que não estavam habituadas aquele ritmo. Azar dos azares uma pequena inclinação, mas eu aguentei-a, sempre a 2/3 metros do meu novo bandeirinha, e heis que comecei a fraquejar, já em plano, comecei a passar a estar a 5/7 metros do meu novo bandeirinha e quando dei conta a minha antiga bandeirinha estava a passar-me... controlei o relógio e realmente estava a diminuir velocidade, bati nos 6min e tal por quilómetro, ia fazendo um esforço para recuperar e andei numa fase em que batia nos 6min e quando dava conta acelerava para voltar aos 5min e pouco, mas já não consegui manter-me lá...

Vi a meta. 
Despacha-te M. Vá lá.
Cortei a meta ...



Por 14 segundos. Quando vi nem quis acreditar. Por uns estúpidos 14 segundos que não fui sub60... eram 14 segundos em que me devia ter aguentado nos 5m/km, eram segundos suportáveis. E não o foram. Estava de certa forma contente porque foi o meu melhor tempo, por outro lado, eram 14 segundos que parecem tão insignificantes agora... 




Querem saber o pior?!... No tempo oficial da prova foi por 1 segundo !




M.



sábado, 13 de janeiro de 2018

20KM DE PARIS - 20KM - 08.10.2017



Fui sem expectativas exactamente porque depois de tanta corrida não queria sentir pressão... não levei mochila e não olhei para o tempo uma única vez, houve muitas alturas que quase, quase vacilei, mas controlei-me e apenas tive noção do meu tempo após terminar a prova.

Acordei por volta das 5h e pouco da manhã com uma mensagem do meu pai a dizer que tinha terminado os 100km na Serra da Estrela, a partir daí já não dormi mais, de certa forma estava mais descansada, não sabia nada do pai fazia tempo, a última vez que falámos disse-me que iria desistir, deixou-me por escrito no facebook, obviamente que amigos dele foram lá meter "veneno" amigo, e teimoso como é e do contra, decidiu continuar e acabar o raio dos 100km. 

Já eu estava com a neura, como sempre, pelo que não dormi mais, sentia-me cansada, ansiosa, nervosa, todo um misto de coisas que não me fazem nada bem. O meu primeiro pensamento é sempre, comer cedo e casa de banho... nunca acontece, o que me deixa super desesperada.

Como estou a escrever com um atraso considerável, muitos pormenores já se perderam, o que para vocês é uma sorte porque diminui bastante o texto a ler. 

Lá me encaminhei para o centro de Paris, para mais um arraso às pernas, desta vez ia leve, infelizmente aqui ando sempre de telemóvel atrás porque não conheço a cidade como a minha e deixa-me mais segura, aguardava a partida, comecei a ter vontade de ir à casa de banho, procurei e procurei e quando encontrei ignorei por completo a minha vontade, tal era a quantidade de pessoas À espera. Para tornar a prova mais interessante, começou a chover, se eu já estava a morrer de frio nem vale a pena dizer como me senti depois de corpinho molhado.

Parou de chover, pouco tempo depois partimos, tentei não pensar em casas de banho e em tempos, tentei ir tranquila, absorver a prova e desfrutar, não ver distâncias, mas normalmente as provas têm sempre aqueles belos placares (que eu detesto) de 1 em 1 quilómetro, pelo que a minha ideia era ir mais coisa menos coisa ao centro e não olhar muito para as laterais, tentando ao máximo evitar qualquer comunicação face aos quilómetros.

Descobri uma linha verde ao centro, uma marcação que automaticamente passou a ser a minha guia, não sei porque, fiquei durante bastantes quilómetros a correr sobre essa linha verde amarelada, por vezes, inconscientemente olhava para as laterais, acabei por descobrir que ao longo da prova existiam certas exposições de arte urbana, muitas pessoas paravam para tirar fotos, pensei fazê-lo, mas corria sozinha, pelo que qualquer tentativa de foto ia ser um fiasco e assim evitava também quebrar o meu ritmo, mantive-me firme na minha linha verde, tendo por vezes de abandonar por alguém estar a fazer o mesmo que eu, consciente ou inconscientemente, lá ultrapassava e seguia... pior, essa marcação obviamente foi feita para a prova, pelo que ... Pimba! Lá levei com a distância mesmo juntinho aos meus pés, escrita com aquele verde amarelado, lima, eu que evitei tanto olhar para as laterais de forma a evitar ver as distâncias escritas, heis que a minha linha, o meu foco, a minha concentração mostrou-me num tom escandaloso em que zona do percurso me encontrava. 

Lembro-me dos 9km e dos 14km, lembro-me que pouco escutei do exterior, levei música e ia concentrada nas minhas coisas, na minha linha verde, não sei porque levantei a cabeça, olhei em redor, não é que o meu miúdo estava ali mesmo à minha beira, a dar-me suporte e acompanhou-me quase 2km na sua trotinete (estes franceses e as trotinetes...), isto por volta do quilómetro 9, já o 14 ficou registado porque senti um momento de fatiga tão grande que naquele momento só em apetecia mandar para o chão, mas vou falando com o meu eu interior e dizendo, só mais 1 horinha e está tudo feito.

Terminei. Vi o tempo. UAU!!! Não fui para bater recordes, não fui com nada mentalizado, mas foi o meu melhor tempo. Apesar de depois de parar de correr as minhas pernas estarem completamente arrebentadas, sentia-me a pular, alegria, felicidade e uma trotinete para ajudar a chegar ao metro mais próximo.







M.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

2018 e eu estou viva...


Ando desaparecida... o fim do ano 2017 teve muitas mudanças, boas e más, agridoces, mais ou menos complicadas e minha assiduidade tornou-se claramente um fracasso, entre ela uns outros tantos.

Estou viva. 4 meses a morar em França e ainda estou viva.

Não é "casa", acho que vai sempre faltar preencher um vazio e não consigo dizer que é a minha "casa". Tem pequenas coisas que se tornam minhas, que me fazem feliz, mas o meu ser é Portugal, é Sintra, é mar, é sol, é calor, é sorrisos.

Quanto ao meu fracasso a nível de assiduidade, para quem trabalha nas áreas de finanças, mercados e por ai, sabe que dia 3 de Janeiro de  2018 haviam várias regulamentações novas a entrar em vigor, pelo que o fim do ano tornou-se um massacre no que diz respeito a trabalho.

Pouco corri, ou equivalente a nada, pouca atenção tive, pouco me preocupei comigo. 
Conclusão: Estou um pequeno cachalote, sem força nas canelas e com um humor de cão.

Esta semana 'bateu-me', a sensação de falhanço, de mal estar, baixo de forma... cansada. 

Pelo caminho ficaram dois relatos por contar (20 km de Paris e os 10 km Paris Centre), 2 relatos onde superei os meus tempos e agora, hoje, até me custa a acreditar. Brevemente irei escrevê-los e brevemente recuperarei a M. 


Um Feliz 2018 para todos com essas perninhas a mexer por aí !


M.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

É isto...



Para bom entendedor meia palavra basta...


Como ainda estou em recuperação da Disney vou certamente fazer a prova com muita tranquilidade...


M.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

das coisas que detesto em França

Passadeiras.
Hoje o tema é este.

Odeio as passadeiras em França!

Consigo respeitar o sinal vermelho, mesmo quando estou a correr, mesmo que me deixe fula ficar aqueles segundos, minutos (que parecem infinitos) ali do meu lado, esperando o sinal abrir para me começar a mexer... 

mas...

Conhecem as passadeiras sem sinal?! Que os pais nos ensinam desde pequenos a olhar para a esquerda e para a direita, ver se há carros, se param e finalmente passar?!

Aqui ter ou não ter passadeira é irrelevante. Podes olhar quantas vezes quiseres, podes ganhar as raízes que quiseres, não há uma única viatura que pare para te deixar passar, por isso ou passas quando efectivamente não existirem carros na rua (tipo às 3h da manhã e mesmo assim...) ou tentas a tua sorte te mandas e logo vês se sobrevives, podes ainda levar uma buzinadela caso não morras, ou uns olhares raivosos.

Sim, odeio muito as passadeiras em França, porque em Portugal paramos sempre e quando não acontece porque estamos mais distraídos há sempre um sinal gestual do condutor em jeito de "Desculpeee...".

Pois... saudades...

M.